Selvática Ações Artísticas

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MOMO - PARA GILDA COM ARDOR

SINOPSE

 

Em seu primeiro trabalho solo, Ricardo Nolasco se apresenta como o artista híbrido que é (da performance, situacionista, poeta, artista de cabaré e do teatro experimental). Através do estudo da obra de Alejandro Jodorowsky, o processo remapeia a cidade de Curitiba na busca por Gilda (travesti mendiga famosa nas ruas do centro de Curitiba nos anos 70, morta em 1983) buscando construir uma nova possibilidade para o real através da ficção.

Pés marcados no cimento quase duro de uma política de revitalização. No corpo do performer entrelaçam-se mitologias, memórias, percursos, vidas, acontecimentos. É um recipiente alquímico - encruzilhada - lápide sacrificial. Carta manifesto psicomagia rito jocoso carregada de sarcasmo e ironia. Um espetáculo bufo. Uma tragédia pós e pré-dramática. Uma opereta work in progress xamã. Ditirambo. Peça a fantasia. Vida vagabunda, destino vadio, carne de carnaval. Gilda é puro jazz!

 

“ Em "Momo: Para Gilda com Ardor", o performer e diretor Ricardo Nolasco, colaborador dos coletivos Selvática e O Estábulo de Luxo, é um poeta da presença.

Gordo, barbudo, ele subverte de largada qualquer expectativa efeminada, assim como a icônica travesti que evoca. Morta em 1983, Gilda (Rubens Aparecido Rink) transgrediu o conservadorismo nas ruas centrais que ocupara desde a década de 1970, vinda do interior paranaense.

Vedete, passista de escola de samba e hábil mediadora na captura de moedas e beijos da caridade alheia, ela surge faceira e vociferante.

Múltiplas visões de um roteiro que chama Artaud, Jodorowsky, Fellini, Sylvio Back e Zé Celso (por extensão) ao desmascarar o dedo em riste do machismo sob a desordem de um cabaré lascivo.

"Momo" culmina no abandono do palco pelos fundos do teatro e vira um bloco puxado por Nolasco, outros atores e o público rumo às ruas do entorno. Devolução simbólica de Gilda ao espaço urbano que ela desterritorializou. “

Valmir Santos (Jornal Folha de São Paulo)

 

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Concepção e performance: Ricardo Nolasco

Criadores: Daniela Passarinho, Márcio Mattana, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Marina Viana, Leonarda Glück, Thiago Bezerra Benites, Núcleo O Estábulo de Luxo e Coletivo Casa Selvática.

Design de som e trilha Sonora: Jo Mistinguett

Iluminação: Beto Bruel

Cenário: Ruy Almeida

Figurino: Carmen Jorge

Adereço: Max Carlesso

Produção: Gabriel Machado

Parceria/realização: Espaço Cênico

HISTÓRICO

 

- Estreou na Mostra Oficial do Festival de Curitiba 2017 dentro da programação da II Curitiba Mostra, realizada pelo Espaço Cênico

 

VÍDEOS