AReinvenção do cabaré

Residência para artistas cabareteiros

Plano de ação com duração mínima de 18 meses, contendo o projeto de pesquisa, formação, produção e circulação de acordo com as necessidades do grupo artístico ou entidade cultural

Fazemos cabaré desde a abertura da Casa Selvática como forma de exercitarmos o coletivo, conhecer e ouvir o outro e rir da nosso própria condição. Ele foi nossa loucura, vício e bandeira. Uma forma de organizar as questões e desejos que nos perpassam. Acreditamos no cabaré como vida e arte, humor, encontro e lugar político aberto a todas e todos, artistas e não artistas.

APRESENTAÇÃO

Desde 2011 temos investigado continuamente o que é ser Selvática Ações Artísticas - uma experiência híbrida de coletivo, produtora, espaço artístico, gestão compartilhada e ateliê de criação. Em nossa sede - a Casa Selvática - realizamos a continuidade da pesquisa, assim como fomentamos a cena independente local. Uma experiência sempre em mutação experimentando diferentes formatos que permitam o aprofundamento da nossa linguagem. Nesses últimos anos desenvolvemos uma pesquisa particular em relação ao estudo e a prática do cabaré através de espetáculos, oficinas, publicações e residências. 
 "A Reinvenção do Cabaré - residência para artistas cabareteiros" contempla proposições artísticas, pedagógicas e sociais que visam potencializar e expandir ações que já vem sendo desenvolvidas na Casa Selvática no que tange a pesquisa continuada em relação ao teatro cabaré.
Em formato de residência artística, o projeto será estruturado em 18 meses de atividades ininterruptas com a participação de mais de 20 artistas em uma complexa rede de ações divididas em 7 frentes principais:

1. Grupo de Pesquisa Continuada 

2.  Criação/produção/montagem de seis edições do Cabaré Voltei

3. Circulação Estadual do espetáculo de teatro cabaré "Yo vi el fin del mundo y me gustó"

4. Convocatória Estadual, Nacional e Internacional para artistas cabareteiros

5. Aulas abertas ministradas por pesquisadores do teatro cabaré

6. Oficinas abertas a comunidade

7. Livro escrito pelos integrantes do coletivo a fim de registrar experiências, estudos e impressões acerca do desenvolvimento da linguagem do cabaré. 


Um projeto de residência para artistas que pesquisem diferentes formatos assumidos pelos espetáculos de variedades na história, como o cabaré, a revista brasileira, o cabaré contemporâneo mexicano, o circo teatro, o burlesco, a ópera bufa e o teatro bar. Nos últimos anos temos realizado periodicamente o "Cabaré Voltei" - versão latinoamericana, traduzida, antropófaga e contemporânea daquele que foi um dos mais importantes espaços das vanguardas modernas, o Cabaret Voltaire. Nesse projeto O Cabaré Voltei servirá como plataforma de compartilhamento da residência artística. 
Propomos um espaço onde as frentes desse projeto se cruzem  buscando estar em maior contato com a população no espaço público, fomentar discussões e trocas com a comunidade e também ações de descentralização realizando apresentações e mostras em outros espaços da cidade, assim como as apresentações por outras cidades do Paraná do espetáculo de Teatro Cabaré "Yo vi el fin de mundo y me gustó" e ainda a publicação de um livro de artista que amplie ainda mais o alcance de uma arte tão efêmera como cênica. Esse conjunto de ações completam os 10 primeiros anos de Selvática Ações Artísticas e da Casa Selvática com o aprofundamento e reconhecimento dessa pesquisa que temos intitulado de A Reinvenção do Cabaret.
Para nós o cabaré é um espaço político, work in progress e que permite o desenvolvimento de uma arte híbrida/porosa por isso tem sido umas das principais formas com a qual artistas do mundo inteiro tem conseguido fazer seus trabalhos resistirem de forma independente tendo a precariedade e a arte em processo não como limitadores, mas como características importantes do nosso tempo e dos países em questão. Atualizar o cabaré hoje, é relacioná-lo com a performance art, o trabalho em processo, a ocupação do espaço público, o grotesco e as discussões de gênero, raciais e identitárias, bem como apostá-lo como um lugar para vozes dissidentes.