Selvática Ações Artísticas

Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba, Paraná, Brasil, CEP: 80240-000

selvaticaacoesartisticas@gmail.com Tel: +55 41 9 96115910 

Página exclusiva com informações detalhadas do espetáculo Cabaret Macchina. NÃO ACESSAR através de celular ou dispositivos mobile. Ir para a página inicial.

Cabaret Macchina é a mais recente criação do coletivo curitibano Casa selvática em comemoração aos seus 6 anos de existência.

- Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, o espetáculo é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua, que reúne pela primeira vez todos os artistas do coletivo em um único projeto.

- A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. 

SINOPSE:

Um coletivo de artistas de cabaré se encontra em um espaço público na busca dos restos de um herói. Em meio a espetacularidade que compõe fluxos e dinâmicas de uma grande cidade esses artistas apresentam personagens clássicos e fragmentados misturados as suas próprias vidas. O tom bélico, presente nas tragédias relidas por Heiner Müller e mais uma vez relidas pelo Coletivo Casa Selvática, agora encontra as ruas da cidade.

Poder, autoritarismo e fascismo sofridos por corpos historicamente marginalizados e excluídos são performados por um exército de artistas carregando ideais, fracassos e pequenas vitórias através do humor corrosivo de um cabaré anti-edipiano. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontram com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso.

PESQUISA:

Somos um coletivo de artistas brasileiros no exercício de criar borrando as fronteiras entre arte e vida.  Nos últimos 6 anos temos desenvolvido uma pesquisa particular em relação ao estudo do cabaré como linguagem com a realização de espetáculos, oficinas e residências. Para nós o cabaré é um espaço político, work in progress e que permite o desenvolvimento de uma arte híbrida/porosa e diretamente relacionada a dramaturgia contemporânea.

Cabaret Macchina expande a pesquisa do grupo na construção de um espetáculo de variedades realizado em espaços públicos, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas dos lugares onde ocupa.

Uma obra em exercício, espetáculo aberto, o público como importante elemento compositor e transformador. A montagem mobiliza elementos ao propor uma relação entre duas dramaturgias: a textual e aquela que é criada com o deslocamento e com a apropriação espacial.Ao fazer de toda a área espaço cênico, a encenação transpõe e reconstitui a atmosfera proposta por Müller para o imaginário desse cabaré. 


Um treinamento de afetividades e redução de barreiras pré-estabelecidas desenhando um novo Hamlet: um mito relido, um ideal envolto em fracassos, a incompletude de um herói. Hamlet é mulher negra, Ophelia é mulher trans e Medeia mulher-máquina.  Assim esses heróis anti-heróis se relacionam com um grupo de artistas de cabaré na busca por construir uma máquina espetáculo desejante. Uma pós opera anti-edipiana porque os heróis de uma obra acabada e total se perderam e agora se misturam a outros ex heróis em um cabaré feito na rua.

A trajetória da Casa Selvática é o reflexo da produtiva cena artística curitibana e um exemplo consistente fora do eixo Rio-São Paulo.

 

Eduardo Araújo

Globo Teatro 

FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia: Francisco Mallmann, Leonarda Glück e Ricardo Nolasco (a partir da obra de Heiner Müller)
Direção Geral: Ricardo Nolasco
Direção de Movimento: Gabriel Machado
Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett
Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano
Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy
Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo
Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique, Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Ricardo Nolasco, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo
Consultoria e contrarregra: Amabilis de Jesus
Mapeamento Urbano: Renata Cunali
Produção: Cacá Bordini
Imagens: Amira Massabki
Design Gráfico: Thalita Sejanes

Em Cabaret Macchina, os artistas da Casa Selvática, coletivo sediado em Curitiba e com forte ação em espaços públicos, encontram Karina Buhr para ocupar as ruas da cidade e reinventar novas possibilidades de mundo. Humor corrosivo, relações entre o clássico e o contemporâneo e o ativismo livre e vibrante desses artistas fundamentais na cena curitibana.

Guilherme Weber e Marcio Abreu Curadoria Festival de Curitiba

Mesmo que seja um espetáculo de rua, o grupo desenvolve ações além do que é feito tradicionalmente no gênero. 

Janaína Leite 
Curadoria fIT RIo Preto

Essa peça é uma máquina de guerra. Uma constante desterritorialização das referências, uma liquidação das certezas sólidas e sórdidas que tutelam a vida nas cidades. A equipe da Selvática Ações Artísticas consagra sua trajetória transgressora com uma peça de teor altamente explosivo.

Leandro Schmidt

Bocas Malditas

Cabaret Macchina, um grande cabaré de ironias e denúncias das geografias curitibanas e nacionais, das narrativas e das estruturas em colapso, investiga uma cena híbrida que mescla elementos das artes cênicas, artes performáticas e literárias, do clássico-canônico ao contemporâneo. Um metateatro também contemporâneo em que tudo é encenação, em que se pretende fazer uma revolução debochada, desconstruir paradigmas.

Soraya Martins
Horizonte da Cena

O espetáculo tem seus nortes claros e definidos: há alvos e há tiros. É resultado de uma pesquisa. Emergem-se vozes e escombros de um trabalho coletivo e de pesquisa cuja direção geral é assinada por Ricardo Nolasco. Um espetáculo que li como um livro de poemas.

Astier Basílio
FIT RIO Preto

Histórico do espetáculo:

- Estreou no dia 3 de abril de 2018 na Mostra do Festival de Curitiba a convite dos curadores Marcio Abreu e Guilherme Weber; 

- As apresentações no Festival de Curitiba (3 e 4 de abril) foram um recorde de público em espetáculos de rua do festival, tendo alcançado mais de 1000 pessoas em duas apresentações.

-  Realizou entre os meses de abril, maio e junho um projeto de circulação nos bairros e periferia da cidade de Curitiba através do Edital Mecenato Subsidiado da Fundação Cultural de Curitiba, cumprindo um total de 20 apresentações em diversos espaços e logradouros públicos da cidade.

- Realizou duas apresentações (9 e 10 de julho de 2018) na programação do FIT RIO PRETO - Festival Internacional de São José do Rio Preto.

Vídeo completo do espetáculo:

Primeiro ato

Segundo ato

Necessidades

técnicas

O espetáculo pode acontecer em alguma rua ou praça da cidade e também em algum galpão ou barracão que ofereça a possibilidade do espetáculo iniciar na rua e adentrar este espaço. Cada apresentação se relaciona com a arquitetura do local e portanto os riders aqui enviados tem por base os equipamentos utilizados no vídeo de registro apresentado, mas podem/devem ser adaptados e reorganizados conforme a configuração do local escolhido para a apresentação. 

 

Rider de som: 2 conjuntos de P.A. médias/alta (line array sistema de 4 caixas) interligados | 4 subwoofers | 1 mesa de som com efeitos de 30 canais e saída auxiliar | 1 mesa de som com efeitos de 20 canais e saída auxiliar | 4 microfones headset com grande alcance do sinal até a base | 6 microfones dinâmicos sem fio | 10 microfones dinâmicos com fio | 1 amplificador de contrabaixo com saída de sinal para os P.A.s | 1 amplificador de guitarra com saída de sinal para os P.A.s | 10 pedestais de microfone.

Rider de Luz: 12 TORRES | 16 PAR F5 | 10 PAR F1 ou F2 | 40 PAR LED RGBWA | 16 MOVING LIGHT WALSH | 8 ELIPSOS ETC 1000w | 10 PCs 1000W | Mesa Tiger Touch Avolite | 2 maquinas de fumaça RAZE MACHINE   

Restos de um herói não servem para muita coisa, afinal. O mito é refeito. A pedra é habitada. Interessados em uma nova possibilidade para a existência, ofertamos um espetáculo máquina desejante. É daqui que medimos todas as distâncias do mundo, todas as histórias que vieram antes. Dramaturgias se misturam ao chão da cidade. Pisamos em temporalidades diversas, delírios de vida, astros, morte e arte. Guerra: somos um exército de artistas!

Saiba mais sobre o trabalho desenvolvido pela selvática, acesse: